Penetration (download) é o quinto álbum da cantora Erika Nishi, ela é mais conhecida como atriz do que como cantoria propriamente, o nome do disco remete algo profundo, podendo trazer um som mais intimistas ou experimental. Vamos conferir agora se ela conseguiu fazer isso ou não:

Monochrome” tem um ar anos oitenta, o que faz com que ela soe totalmente inovadora para o mercado do j-pop, porém ela falha em não apresentar um refrão que marque, a faixa parece muito linear sem grande nuances, sempre que ela pode surpreender, ela atropela o momento não deixando ser tão explosivo. O clima retrô continua em “Jounetsu Undo” lembrando clássicos do pop japonês dos anos noventa com um ar atual por seu som limpo. Diferente da anterior, ela soa mais vibrante e tem um refrão mais animador. Destaque para os sintetizadores utilizados na canção, eles dão um ar bem distinto para “Jounestu Undo“. O disco apresenta sua primeira balada com “Anata e no Yell” que tem um arranjo todo delicado já na introdução por soar como uma caixa de música, toda a faixa é bem doce e meiga, mas ela soa bastante inofensiva, além de não ter a menor lógica dentro do disco, encerrar com ela seria mais coerente, enfim. A última faixa inédita do disco é “Yuhi” que por sua vez é uma mid-tempo que tem um clima mais intimista além de voltar para o conceito do disco em soar algo mais clássico, a faixa também soa um tanto mais experimental trazendo um elemento surpresa pro disco em si, a única falha da música é ela não ter grandes acontecimentos. Enquanto metade dos atos de j-pop se esforçam para entregar pelo menos seis faixas inéditas Erika decide parar na quarta e colocar dois remixes o primeiro é o de “Monochrome” que realmente consegue dar mais cores a faixa e deixar ela com mais impacto, o defeito é sua introdução muito longa, o que torna desnecessária. A outra faixa que ganha remix é “Yuhi” que não houve uma preocupação em editar os vocais ou regravar a faixa – Não que em Monochrome houvesse essa preocupação -, mas a questão é que “Yuhi” é uma mid-tempo meio mórbida, então fazer disso um chill trap não caiu tão bem, e olha que se ao menos houvesse uma regravação, poderia ter soado bem melhor que a original, mas não conseguiu melhorar em nada a música.

penetration11. Monochrome 66/100
2. Jounetsu Undo 75/100
3. Anata e no Yell 60/100
4. Yuhi 65/100
5. Monochrome (SHiNTA PLANET REMIX) 68/100
6. Yuhi (Ko Kimura’s Modewarp REMIX) 50/100

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Um comentário em “ALBUM REVIEW: Erika Nishi – Penetration

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