Fazem cinco anos que a Namie Amuro lançou o Uncontrolled (download aqui) e ao que tudo indica o seu novo álbum de estúdio irá seguir a mesma fórmula. Para comemorar seus vinte anos de carreira, a cantora decidiu reunir seus quatro singles que foram maxi-singles ou double a-side o que resultou em um total de nove faixas já conhecidas e quatro canções inéditas. Bom, o que fica como questionamento é: A produção do disco conseguiu apresentar novas músicas melhores que os singles? O álbum mesmo com tantas músicas acumuladas conseguiu uma boa coesão? Essa e outras questões serão respondidas logo abaixo:

Quem abre o disco é “In The Spotlight (TOKYO)” primeira faixa totalmente em inglês da Namie, uma produção bem comercial para época, apresenta versos que são bons e realmente criam impacto, o que deixa um pouco a desejar é seu refrão que parece reduzir o tempo desnecessariamente para depois vir uns sintetizadores e batidas não tão interessantes quanto o que foi mostrado anteriormente. “NAKED” é tem uma produção mais distinta e diferente do que já foi apresentado normalmente pela Namie. A música tem uma série de efeitos de game psicodélicos que criam uma atmosfera mais sombria para o disco, o defeito de “NAKED” se resume aos versos não conseguirem te prender, mesmo sua ponte e refrão serem uma explosão de sirenes e informações que funcionam juntas. Eis que vem uma canção que funciona como uma transição entre algo mais sombrio e colorido que é “GO ROUND (N’ ROUND N’ ROUND)“, versão em inglês de “Go Round“. A versão original é superior nem é porque o inglês da Namie aqui é bem precário, mas sim porque as rimas funcionam melhor na versão japonesa, todavia a música ainda consegue soar como um dos destaques do Uncontrolled, afinal não é todo dia que Namie decide lançar um pop classudo. “Sit! Stay! Wait! Down!” tem um refrão tão inofensivo que não dá nem para chamar de refrão, o que é irônico, porque todo o resto da música é muito bem produzida e parece que vai te entregar aquele momento wow e vem mais uns “au au au au” e uma quebra de ritmo que sinceramente não ajudou.

A primeira ouvida de “Hot Girls” é sempre incrível, maravilhosa e intensa. Entretando chega a um momento em que o verso “hot girls make world go round” se torna batido e a depender da pessoa esse refrão não consegue cativar mais do que apenas a sua abertura mesmo. A faixa faltou apresentar uma maior variedade de batidas e o único momento em que a música vai ensaiar algo é em sua ponte para o refrão que dá uma quebrada no andamento da música. Na busca de tentar encaixar melhor a canção dentro do disco, um remix feito com “Break It“. O problema é que além de não fazer jus a todo potencial da música ela ainda esta bem mal posicionada, não tendo a menor lógica estar atrás de “Hot Girls” e principalmente anteceder “Get Myself Back“. Falando em “Get Myself Back” ela é a típica mid-tempo que funciona perfeitamente para o vocal da Namie, ela sabe te emocionar, fazer vibrar e ainda tem um teor radiofônico bem forte, um grande acerto. A sucessora é a balada “Love Story“, um dos maiores hits da Namie, possui nuances interessantes que conseguem te prender de início ao fim da música.

E de volta ao lado mais eletrônico do disco vem “Let’s Go” que é uma das faixas mais marcantes da Namie nos anos de 2010’s, inclusive a canção consegue ser superior a maioria dos seus singles, ela tem uma produção que sabe guiar o ouvinte até um refrão explosivo, além de ter um middle-8 elétrico.  “SINGING “YEAH-OH”” mantém a mesma onda do eletrônico e consegue manter o disco em um nível alto e marcante, diferente de “Go Round” em que a música perdeu pontos com a versão em inglês, aqui isso não prejudica tanto, o único defeito é o porquê a sequência “In The Spotilight (TOKYO)” “Let’s Go” e “SINGING “YEAH-OH”” não existe, ao invés de uma separação. Voltando a música em si, ela tem uma introdução que já chama atenção de cara, versos estimulantes, tem uma ponte que vai crescendo até entregar um refrão alucinante e pegajoso, além do rap que realmente combina com sua produção. Se tem uma faixa que é bem criticada entre os fãs é “Fight Together” que foi abertura de One Piece. A música conseguiu muito bem utilizar do que se é esperado de uma anime song atrelado a sonoridade da cantora, e realmente funcionou, é agradável e marcante, principalmente dentro do Uncontrolled.

Na sequência temos uma mid-tempo eletrônica que é “ONLY YOU” que em seu início ela parece promissora, mas tem um refrão que não é tão convincente. Além de que o vocal da cantora parece não se encaixar com perfeição na produção como se ambos não conseguissem combinar um com o outro mesmo cobrindo a voz da cantora com autotune. Quem encerra o disco é “Tempest“, que é uma balada bem derivativa e sem emoção, diferente de “Love Sory” que poderia desempenhar esse papel muito bem.

Namie_Amuro_-_Uncontroled_(CD+DVD).jpg

Uncontrolled é muito mais um cartão de visitas para que quem não conhece o seu trabalho possa se interessar pela cantora do que um álbum em si, ele é totalmente desconexo do início ao fim, não tem um momento em que você fique sem entender qual a ligação de uma faixa com a outra e o que está acontecendo, realmente é uma sensação fora do controle. As canções inéditas derrapam um pouco com a exceção de “Let’s Go” que consegue superar as expectativas. Uma melhor organização das faixas poderia fazer com o disco soassem um pouco mais fluido e também disfarçasse um pouco a sua intenção em ser um singles collection.

uncontrollednamie1. In The Spotlight (TOKYO) 68/100
2. NAKED 73/100
3. GO ROUND (‘N ROUND ‘N ROUND) 80/100
4. Sit! Stay! Wait! Down! 60/100
5. Hot Girls 50/100
6. Break It (AL Ver.) 63/100
7. Get Myself Back 90/100
8. Love Story 67/100
9. Let’s Go 100/100
10. SINGING “YEAH-OH” 90/100
11. Fight Together 80/100
12. ONLY YOU 52/100
13. Tempest 45/100

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3 comentários em “ALBUM REVIEW: Namie Amuro – Uncontrolled

  1. Get Myself Back rainha!!!
    E espero que eu nunca encontre alguém que venha criticar Fighting Together, pq senão minha mão vai descer na cara dessa pessoa! 😤

    PS.: Ansioso pelo review do ❤ STYLE ❤

    Curtido por 1 pessoa

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