Janeiro foi um mês bem agitado para a j-music quando o assunto foi álbuns principalmente em sua última semana onde tivemos mais de vinte lançamentos, então fez com que uma lista que seria apenas um top3 ou top5 pulasse para um lista de dez melhores álbuns lançados nesse mês. Não se preocupem o foco do Japonesque Divas sempre foi e sempre será fazer reviews de álbuns, não fico focando muito em fazer jukebox’s de artistas ou postar notícias, mesmo sabendo que ambos rendem dez vezes mais visualizações – que vida dura a de blogueiro. Vocês devem estar se perguntando “MAS, DAN-SAN, JANEIRO NEM ACABOU, COMO ASSIM UM JUKEBOX DE ÁLBUNS?“, os lançamentos no Japão ocorrem sempre as quartas-feiras, principalmente álbuns, se como o Domingo já passou (no Japão) não há nada de novo para essa semana até lá, logo no setor de discos nipônicos estamos com o ciclo de Janeiro fechado e resta agora conferir o que teve de melhor nesse mês, bem agitado nessa categoria:

10. CLARIS – FAIRY CASTLE

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Após três anos sem lançar um álbum de inéditas e dois anos da mudança de uma integrante no duo, ClariS retoma sua carreira com o seu quarto álbum de estúdio Fairy Castle. O disco tem uma produção característica do que o duo já é acostumado a fazer, agradando aí seus fiéis fãs, além de dar a graça de um “featuring” com GARNiDELiA, uma das músicas mais marcantes presente no Fairy Castle. O álbum também trás como faixa bônus três adaptações ao novo vocal do duo dos seus maiores clássicos, então quem não conhece a banda é um bom combo para se aventurar.

9. PUKKEY – MS.SOLDIER

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pukkey foi um presente que o alljpop colocou em meu caminho, a cantora tem uma aparência e vocal totalmente distintos do j-pop e isso faz com que você realmente se aventure para ouvir o que ela tem de melhor a oferecer, mesmo que por vezes soe datado. O Ms.SOLDIER é um álbum que vai explorar elementos da época de ouro do R&B, onde suas faixas vão soar como clássicos que dominavam as paradas entre 2003-2007, e isso tem seu lado positivo, afinal existem faixas aqui que realmente são gostosas de ouvir. “Hold your pride” soa mais atual, abrindo o disco com bastante estilo em um nível alto.

8. SAYAKA SHIONOYA – MIST-IC

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Sayaka Shionoya é uma das solistas que busca seu lugar ao sol no Japão e acredito que seja um longa jornada, pois acompanhei a Oricon essa semana, e não a vi em nenhum dia no Top30, o que me leva a crer que seu contrato com sua gravadora deve durar apenas nesse ciclo de cinco anos, depois não há grandes expectativas. O Mist-ic é um álbum pop açucarado que apresenta produções agradáveis, funcionando bem tanto por sua tracklist organizada em uma transição de elementos bem feita como por produção que não derrapa. O único defeito do disco é não ter uma grande faixa, e é isso que provavelmente não tem diferenciado a Sayaka das demais solistas, suas músicas são boas, mas não marcam você, o que é uma pena, pois ela tem uma boa voz.

7. MAAYA UCHIDA – DRIVE-IN THEATER

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Drive-In Theater é um álbum que conseguiu me surpreender, pois não costumo esperar um disco acima da média de seiyus, devido ao fato de que seus discos soam como uma série de aberturas de animes batidas e que não contribuem para esse mercado de uma forma mais inovadora e marcante. Mas o álbum da Maaya consegue quebrar um pouco esse clima flertando bem com um rock mais denso e até mesmo com jazz em seu disco, apresentando provavelmente um dos melhores álbuns nesse seguimento desse ano.

6. E-GIRLS – E.G CRAZY

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E-Girls lançou um disco duplo que apresentou todos seus singles e b-sides, resultando no E.G CRAZY que mais parece com uma coletânea do que um material de inéditas. Enquanto o lado POP da banda parece realmente não surpreender e sair de uma única zona, exceto pela faixa inédita, o lado COOL das meninas soa muito mais ousado, atrelando sua marca há diversos segmentos do pop e tendo uma produção muito mais interessante. O defeto do lado COOL é ser bem bagunçado e não ter uma sequência muito coerente, soando de fato como um BEST ALBUM, enquanto o lado POP fica sem grandes novidades para a banda. O saldo do E.G CRAZY é positivo e para quem não conhece a banda, é um bom começo.

5. BAND-MAID – JUST BRING IT

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BAND-MAID trouxe um disco bem ácido e marcante para esse mês de Janeiro, a banda acerta muito bem no começo do disco, apresentando suas melhores faixas logo de início e consegue soar constante durante todo o projeto. Just Bring It não reinventa o j-rock, mas diverte e sabe exatamente como fazer ele da melhor maneira possível, sem contar que seus vocais são mais maduros e agradáveis do que boa parte do mercado. Apesar do disco não apresentar uma balada marcante, suas faixas uptempos compensam nos dando uma série de um bom quebra pescoço.

4. CHARAN-PO-RATAN – TORITOMENASHI

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CHARAN-PO-RATAN vai trazer o melhor da chanson (música tradicional francesa) com o j-pop em seu mini-album, Toritomenashi. O duo é bem ousado e consegue fazer com que todas as oito faixas soem distintas uma da outra, acertando na maioria das vezes em entregar um trabalho mais refinado e distinto. A vocalista tem graves muito bem explorados dentro do disco, mas se removesse o kawaii appeal de sua voz seria uma ouvida bem mais agradável, além de tornar as faixas ainda mais interessantes.

3. LITTLE GLEE MONSTER – JOYFUL MONSTER

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Little Glee Monster abriu o ano de maneira esplendida, entregando um álbum que soa como uma viagem no tempo entre os anos 50 e 80, atrelado a provavelmente o melhor vocal apresentado por uma banda dentro do Japão. Joyful Monster tem um começo mais tímido e doce, levando um tempo para chegar nas faixas mais impactantes, porém quando esse momento acontece a banda surpreende com faixas muito boas e realmente marcantes. Há um segundo disco com cinco faixas inéditas, todas são covers de clássicos da música que ficaram bem interessantes nos vocais das garotas. Joyful Monster é uma viagem musical divertida e que vale sim sua ouvida.

2. PASSEPIED – &DNA

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A banda PASSEPIED trouxe o melhor álbum de j-rock até então, seu som é inovador e consegue explorar muito nesse seguimento mais alternativo dentro do seu disco. O &DNA tem uma série de canções que vão flertar várias vertentes do rock com sintetizadores eletrônicos, conseguindo fazer isso e maneira eficiente sem soar repetitivo. Os vocais da cantora da banda deixam a desejar em alguns instantes por soar anasalado demais, mas isso não prejudica a produção, arranjo e frescor do &DNA.

1 ASAKO TOKI – PINK

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Asako Toki é uma cantora de jazz que ficou dois anos afastada do mercado nipônico e o seu retorno foi surpreendente, já que PINK soa como um disco experimental entre o eletrônico e o orquestral, o que já é mostrado pela abertura do disco. Sua aventura soa meio Grimes ou Florence and The Machine, criando aquele típico eletrônico e pop mais adulto, buscando flertar com vários elementos musicais a cada faixa, sendo uma aventura agradável ouvir cada música do álbum. PINK consegue se manter entre o excelente e o bom do seu início ao fim, não apresentando nenhuma canção mediana ou ruim, é constante e inovador. Forte candidato ao melhor álbum de 2017.

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Um comentário em “JAPONESQUE JUKEBOX: Albuns – Janeiro’17

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