ClariS retorna com seu quarto álbum de estúdio, Fairy Castle (download aqui), o duo estava sem entregar um material de inéditas desde PARTY TIME, nesse meio tempo elas lançaram sua primeira coletânea além do primeiro álbum cover da banda, e é claro que elas lançaram singles avulsos que resultariam em seu novo disco, que acabou seguindo a linha do que a Namie Amuro fez no Uncontrolled, uma junção de cinco singles, além do single digital, “Hirahira Hirara“, para promover seu álbum cover e o single em parceria com GARNiDELiA, totalizando sete faixas. O que não foi nada interessante para o duo que vinha lançando singles cada vez mais genéricos e nada marcantes desde Connect e seus singles iniciais. Curiosidade para os fãs esse é o primeiro álbum de estúdio onde a Karen está presente, tendo em vista que a Alice saiu final de 2014 do duo.

ClariS abre o disco já no piloto automático com “again” que você poderia encontrar em qualquer disco da banda, mas que é até agradável e a novidade aí é que a Karen tem um vocal mais grave e faz com que tudo fique mais charmoso diferente da Alice que realmente tinha um vocal mais semelhante ao da Clara. O duo surpreende por trazer “border” que é um lado mais pop rock de veraneio com elementos de anime song, achando um meio termo entre o que seria um encerramento de anime e uma canção do j-pop que lançada por um ato como as E-Girls. E temos já a primeira inédita do álbum, “Hologram” que é tem uma produção semelhante à “again“, talvez um pouco mais mágica e combinaria melhor como abertura do disco.

Prism” mantém a banda no piloto automático e é bem capaz de que você não note que o álbum ainda está na faixa três, mesmo que a música seja bem doce de ouvir. Antes eu havia achado clever” uma faixa totalmente genérica e batida, mas dentro do álbum da ClariS se destaca por sua produção que consegue trazer um certo frescor dentro do disco, sendo provavelmente o maior destaque aqui. Sim, ainda acho esse featuring bem desnecessário, seria mais ético com a MARiA nem ter chamado ela pra cantar, fazer ela cantar um verso de quatro palavras é o fim. Chego a conclusão que álbum acaba perdendo sua coesão ao depois de “clever” vir uma balada kawaii como “Mizuiro Kurage“, que é bem adocicada e soa como um encerramento perfeito para um shoujo. A surpresa fica por conta de “Kono i wa Kyosuu” que o duo consegue trazer uma mid-tempo marcante e dramático, seja por seu arranjo ou por seu refrão que soa como uma súplica de amor, elevando o nível do álbum.

Anemone” já é o lado mais eletrônico do duo que ficou tão característico como a sonoridade oficial delas. A faixa apresenta uma ponte e refrão que satisfazem, porém o segundo verso soou meio perdido o que deixou a faixa derrapando até retornar ao ponto alto. Mais uma do ciclo das canções inéditas é apresentada para o público: “Usotsuki“. Tem uma introdução quase que acapela, apenas com uns sintetizadores bem sutis. A música sabe desempenhar bem até chegar no refrão que deixa um pouco a desejar por não ser tão explosivo, além do middle-8 não ter aquele momento explosivo ou algum diferencial, o que acaba deixando a faixa um pouco homogênea.

Em “Gravity” temos um lado bem doce e leve das ClariS, não é uma faixa forte, principalmente por seu refrão soar muito suave, ele é brando e inofensivo sem conseguir lhe marcar. “Gravity‘ funcionaria melhor como a música para encerrar o disco, já que consegue ter esse clima mais delicado. A grande surpresa do disco fica por conta da aventura mais “ousada” do duo em “recall“, onde soa como uma faixa eletrônica flertando com elementos da anime song, e ela parece muito promissora, mas o refrão é um tanto simples, ainda mais que a música parece perder o time para apresentar o refrão, criando um trecho desnecessário que quebra o feeling da música. O álbum encerra voltando ao mesmo clima de “Gravity” – o que deixa recall mas perdida do que já estava dentro da tracklist – com o cover de “Hirahira Hirara“, ainda acho a faixa agradável, e o fato da sua introdução ter elementos enka trouxe aí uma novidade para o duo, todavia não acho ela tão interessante quanto no ano anterior.

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A espera de exatamente três anos por um material de inéditas deu as meninas um bom tempo para tentar se reinventar e isso não acontece dentro do álbum, o máximo é “clever” que soa como uma faixa demo que GARNiDELiA deixou para Claris. Fairy Castle não é um disco ruim, mas o duo lançou tantas canções dentro do mesmo estilo que acabou desgastando e dando uma sensação onde você parece estar na mesma faixa quase que o álbum inteiro. O fato de não inovarem em nada seu som – reproduzindo exatamente o que faziam há cinco anos – perde aí um pouco do seu ânimo em esperar um conteúdo novo delas. O disco derrapa duas vezes em sua organização de faixas, colocando uma balada após uma faixa bem pesada e empresando uma música eletrônica em canções mais delicadas e leves. Fairy Castle ao menos é fiel ao se conceito em apresentar um universo mágico e encantado, além de algumas faixas realmente funcionarem bem sozinhas.

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5 comentários em “ALBUM REVIEW: ClariS – Fairy Castle

  1. Rainha dos animes apenas, a quantidade de animes que já vi que tem trilha sonora delas não esta no gibi! Infelizmente eu acho que boa parte dos artistas acabam passando por isso em algum momento da carreira, acaba chegando aquele momento que criar o ‘novo’ se torna dificil. É uma pena que elas não tenham conseguido dessa vez, mas é possível que ainda consigam, elas são originais do jeito delas sla.
    https://somaisumaleatorio.wordpress.com/

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  2. Nem acredito…minha ClariS tá vivvaaaaaaaaaa, rolaram boatos em 2011 que elas tinham se separado, mas ai depois elas lançaram a música do Madoka Magica: Rebelion e eu fiquei sem entender….vou ouvir o álbum tomara que seja bom.

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    1. Elas tão sempre lançando coisa, e bom, o álbum tá mais pra mediano do que bom, elas estão apostando no de sempre, algumas faixas se destacam mais, não há algo ruim, só não há novidade. Mas divirta-se, se curtir o estilo delas é uma boa pedida!

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