BAND-MAID finalmente lançou o seu primeiro álbum de estúdio (já que os outros três lançamentos foram mini-álbuns) com onze canções inéditas mais “YOLO” e “Don’t you tell ME” que foram apresentadas ao público antes do lançamento do disco, a primeira três messes antes do álbum e a segunda dois dias antes. Bom, BAND-MAID é a linha de misturar elementos pop como hard rock e o heavy metal, semelhante ao que BABYMETAL costuma fazer, se você remover o kawaii/idol. Agora vamos conferir “Just Bring It” (download) e dar o nosso selo Japonesque!

O disco começa em um ritmo bem pesado e intenso com “Don’t you tell ME” que tem versos ácidos de entrada, a ponte para o refrão soa como uma contagem regressiva para a grande explosão que realmente acontece a banda oferece o seu melhor logo de cara, e sem perder o nível vem “Puzzle” que te surpreende pelo seu andamento mais contido, mesclado elementos do rap com a faixa, ficando muito interessante e distinta dentro do disco, além do refrão ter uma batida muito boa. A faixa “Moratorium” soa bem interessante, ela começa a música com uma organização em seus versos e depois do refrão a forma como é cantado o segundo verso muda completamente, criando aí uma surpresa bem interessante. O middle-8 com o coro ficou muito bom e dá um gosto de imaginar como seria ouvir essa faixa ao vivo.

Em “YOLO” é crescente e agradável, apesar de soar filler ainda mais após três faixas tão intensas. O refrão é bom, mas o demais da faixa não chama muito a atenção, cumpre o seu papel em mostrar o que a banda pode oferecer, mas não é a mais impactante do álbum até aqui. A faixa “CROSS” tem um elemento que a torna interessante que é o coro surge ao refrão da música, além da guitarra mais agressiva e marcante, sabendo como te preparar e explodir nos momentos corretos. O ritmo fica um pouco mais leve em “OOPARTS” que funciona, mas é uma faixa bem inofensiva e fica junto com “YOLO” como os fillers (bons) do álbum. E a onda agressiva das BAND-MAID volta com “Take me higher!!“, a guitarra é ácida e bem intensa logo de início, os versos começam sem muita força e vão ganhando corpo conforme a faixa cresce e chega a altura do arranjo que foi apresentado, destaque para o grave que fecha o refrão que é incrível por se localizar após uma nota bem aguda, realmente arrepiante. O ambiente progressivo se mantém com “So, What?” que funciona bem para banda, a faixa está entre o que pode marcar e ser filler dentro do disco, seguida por “TIME” que é menos poluída em seu arranjo que a anterior, ela tem um refrão que realmente dá certo, mesmo com versos menos impactantes. A fórmula usada em “you.” lembra um pouco “Moratorium“, mas não tem tantos acontecimentos surpreendentes, mesmo com um ponte para o refrão realmente interessante, o seu refrão não chega a altura do que te prepara, mas consegue ser fechar o proposto. E temos a primeira mid-tempo do álbum, não chega a ser uma balada, mas “Awkward” apresenta um lado mais leve e doce da banda, a questão é que ela soa meio inofensiva e o refrão parece sempre se segurar para te preparar para um momento explosivo que só acontece no solo de guitarra. Mas destaque para os violinos que surgem no middle-8 trazendo algo novo para banda, além de um andamento mais leve, então a faixa acaba ganhando um destaque (bem de leve) por apresentar algo diferente. E mesclando esse clima mais acústico com o progressivo vem “decided by myself” que soa bem coesa e entrega uma faixa boa de se ouvir, ela funciona como uma canção para ser cantada próximo ao final do show, assim como a antecessora. O que não dá para entender é uma faixa tão intensa como “secret My lips” vir logo após duas faixas mais brandas, porém falando da produção da música ela é boa e tem um andamento interessante, mesmo que seu refrão fique patinando, ou seja, ele não explode o que a música realmente pedia para que fosse, mas ainda sim soa favorável ao disco após de “Take me higher!!“.

just-bring-it.png

Just Bring It” é álbum que trás faixas marcantes, canções boas e também poucas que podem ser declaradas mornas ou inofensivas, porém o disco funciona e sabe consolidar bem a imagem da banda preparando elas para o mercado. O único deslize da banda está na forma como a tracklist foi planejada que por vezes te arremessa a uma atmosfera a outra e finaliza o disco da mesma forma que abre, o que é bom por um lado, mas surgir após duas faixas mais calmas, meio que quebrou um pouco a lógica do que seria um bom fechamento. Todavia o saldo é positivo e o disco é aquela ouvida agradável, se você curte um bom rock, é sua chance de aproveitar.

1. Don’t you tell ME 92/100
2. Puzzle 90/100
3. Moratorium 80/100
4. YOLO 65/100
5. CROSS 70/100
6. OOPARTS 62/100
7. Take me higher!! 78/100
8. So, What? 72/100
9. TIME 68/100
10. you. 70/100
11. Awkward 68/100
12. decided by myself 70/100
13. secret My lips 70/100

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Um comentário em “ALBUM REVIEW: BAND-MAID – Just Bring It

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