E vamos para o primeiro álbum a receber review de 2017 com “Joyful Monster” das novatas Little Glee Monster, as meninas estão no seu segundo álbum de estúdio e já alcançaram a segunda posição na Oricon em sua estréia, ultrapassando 34 mil cópias em dois dias de vendas. Bom, números a parte, será que elas conseguiram entregar um material interessante para 2017? Há algo nelas que vão se diferenciar das demais girl bands do Japão? Vamos conferir! Não deixe de fazer o download do disco.

DISC 1

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O disco abre com “My Best Friend” que tem uma intro com instrumentos de sopro dando um ar vintage, depois vem aquele clima de palmas e j-country que a Kana Nishino fez tão popular no Japão. A canção é agradável e funciona muito bem, diria que ela ainda flerta com o pin-up criando uma atmosfera bem mágica e interessante. “Hijimari no Uta” tem um clima pop mais leve e inocente, não é muito marcante, porém de fato é uma faixa que ficou bem na sequência da antecessora e manteve esse clima happy e colorido, o que se prossegue com “Shunkashuutou” onde elementos sonoros preenchem a música para dar um ar inocente, os vocais estão muito melhor trabalhados aqui, o refrão é açucarado o que combina bem com o arranjo.

E vamos passear no túnel do tempo com “Watashi Rashiku Ikite Mitai“, vivendo uma aventura nos anos oitenta temos instrumentos de sopro com uma batida bem animadora, os versos funcionam bem, o refrão é bem colorido e marcante, o middle-8 ficou muito bom com uma quebra no ritmo pra um quase rap, realmente uma faixa bem agradável. O clima de instrumentos de sopro flertando com os anos oitenta continua e dessa vez com “Hop Step Jump!” funciona muito melhor a faixa tem uma introdução pegajosa, versos impecáveis, refrão marcante e ainda um break que fecha redondo a música. Já “Cath me if you can” flerta com o jazz e pop, que mistura redonda e perfeita, o refrão é certeiro com um o solo de piano e palmas que dá um ritmo burlesco. Os vocais das meninas são um comentário a parte cada um me surpreende com uma marca própria na voz e a harmônia delas é incrível, destaque para agudos na medida certa sem exageros, não há excesso a faixa sabe o que oferecer. E esta na hora do clima pin-up permanecer novamente com “Kimi no You ni Naritai“, porém diferente do que se propunha acima que era um jazz mais anos setenta, aqui temos o jazz dos anos cinquenta onde você ouve elementos e formas de tocar e até mesmo técnicas vocais usadas naquele período mesclando com o pop, sensacional, essas meninas arrasaram. Seguindo para “Don’t Worry Be Happy” que tem um clima mais ensolarado e bem vibrante, ela é guiada por uma guitarrra que vai ser responsável por criar boa parte desse clima praieiro que a música tem, soa como um bom lançamento para o verão para se ouvir enquanto dirige por uma estrada ao por do sol, enquanto “Happy Gate” tem um começo luau acústico que vai crescendo e ganhando vários instrumentos e batidas, ela é coesa e agradável. Entretanto acredito que seria mais interessante se mantivesse a proposta inicial (acústico), entrar em atmosferas diversas dentro da faixa não resultou em uma canção tão bem bolada quanto as outras, mas ainda sim é uma boa ouvida. O álbum apresenta a sua primeira balada, “Seishun Photograph” realmente funciona e os vocais das meninas soam de maneira agradável, quando elas estão juntas parece que ganham muito mais força e arrepiam de fato, a música tem um ar angelical e melancólico. Enquanto “Orange” soa mais morna, mesmo sendo legal, o problema é que a construção dela como pelo arranjo que mescla violinos, guitarra e piano, é bem batida dentro do j-pop. Temos os mesmo elementos em “Ai ni Yuku“, adiciononados com um piano apresentando acordes semelhantes a marcha nupcial, e os sinos que surgem na música dão esse clima romântico, porém não é uma faixa que marca de fato. O álbum volta para uma atmosfera mais alegre com “Sukida” que vai mesclar dois elementos que deram muito certo: Pop rock com um jazz, a faixa realmente sabe navegar nesses dois gêneros musicais sem deslizes, e soa agradável. Encerrando o álbum em um clima meigo e doce temos “JOY” que flerta o kawaii com jazz, o que poderia dar errado se elas tivessem um vocal mais nasal, mas por seus vocais serem mais bem colocados e harmônicos, além do arranjo realmente ser atraente, a faixa funciona muito bem, ela soa como uma perfeita canção para fechar um show ou um álbum.

My Best Friend 78/100
Hajimari no Uta 68/100
Shunkashuutou 66/100
Watashi Rashiku Ikite Mitai 75/100
Hop Step Jump! 92/100
Catch me if you can 95/100
Kimi no You ni Naritai 100/100
Don’t Worry Be Happy 77/100
Happy Gate 72/100
Seishun Photograph 70/100
Orange 68/100
Ai ni Yuku 63/100
Suki da. 75/100
JOY 70/100

DISC 2

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O segundo disco começa com o cover de Masayoshi Yamazaki, “One more time, One more chance” onde podemos observar todo o arranjo e vozes bem colocadas das meninas, atrelado a notas delicadas de violão, até o final do primeiro refrão a faixa é bem crua o que realmente me encantou, e conforme o segundo verso vem os instrumentos vão completando o arranjo, é um resultado bom, delicado. Logo em seguida vem “Nandodemo” do DREAMS COME TRUE, que já é uma mid-tempo, gostei bastante dos vocais e das batidas da canção, a faixa sabe se manter consistente até o seu final mais explosivo, porém ela poderia ter mais elementos. O próximo cover é “Tashika na Koto” de Oda Kazumasa, a faixa é uma balada romântica mais delicada e doce, os vocais são mais sussurrados em alguns momentos, realmente funcionou com a banda soando agradável. E logo uma up-tempo surge e deixo aqui uma pequena crítica, achei desconexo essa faixa vir logo em seguida a uma balada e antes de um acústico. Estou falando de “Can’t Take My Eyes Of You” dos Boys Town Gang que realmente ficou divertida e mais disco/funk, e gostei da parte acapela que surge no último refrão, surpreendeu e ficou diferente, porém elas não inovaram no encerramento, apostando no fade out. E o disco especial de covers encerra com “SEASONS OF LOVE” de RENT, e essa música é ao vivo e ela realmente me fez dar atenção para as garotas pela harmônia que suas vozes consegue se firmar cem por cento em uma afinação pura e acapela, é realmente incrível a extensão e casamento perfeito entre os timbres, destaque para o whiste que surge no último refrão e arrepia qualquer um, realmente surpreendente, só não foi cem, porque poderia ter algum instrumento acompanhando as meninas, porém incrível cover.

One more time, One more chance 72/100
Nandodemo 72/100
Tashika na Koto 70/100
CAN’T TAKE MY EYES OFF OF YOU 78/100
SEASONS OF LOVE 92/100

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Joyful Monster tem um clima que mescla vários elementos atemporais, é um disco para quem curte uma boa variedade de canções pop que vão flertar com os anos onde diversos gêneros musicais foram criados e marcaram uma época fazendo uma viagem no tempo ao longo da proposta das meninas, e tudo isso mantendo uma coesão bem interessante de seguimentos musicais. É perceptível as mudanças, porém de maneira gradual, como se uma faixa buscasse conversar com a outra o preparando para essa viagem. Ambos os discos (um e dois) são muito interessantes e mostram o quão versátil a banda é em suas produções, além de toda uma habilidade e potencial vocal que vai marcar todo o disco. O que faltou para a banda foram baladas mais marcantes, mas nada que o tempo não ajude, sendo o único defeito apresentado. Em resumo, Joyful Monster é uma bela aventura musical que realmente promete de divertir com uma boa música.

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Um comentário em “ALBUM REVIEW: Little Glee Monster – Joyful Monster

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