Mais um ano se passou no mercado fonográfico e está na hora de mostrar quem foi o crème de la crème para Japonesque Divas, dando aí o nossa primeira premiação que tem apenas uma valor simbólico, ou seja, não é uma regra ou imposição, é apenas o que eu achei mais refinado e agradável dentro daquele ano.

BEST COREOGRAPHY ON MUSIC VIDEO

E-Girls – DANCE WITH ME NOW!

 

Sim, quem leva o prêmio por apresentar a melhor coreografia em um vídeo clipe são as E-Girls, acho que é pela música talvez, mas de fato eu adorei a coreografia no vídeo, ele é todo voltado para essa parte artística do seu início ao fim, sejam por passos solos e mais espontâneos, ou super bem sincronizados quando estão juntas. É por essa razão que “DANCE WITH ME NOW!” leva o prêmio de melhor coreografia em vídeo clipe desse ano.

BEST MUSIC VIDEO

Namie Amuro – Hero

Namie Amuro teve um ano bem interessante em 2016, principalmente em termos visuais, onde ela apostou em uma arte visual bem mais refinada e provavelmente foi o maior investimento dela em vídeos desde da era Uncontrolled. Hero é provavelmente o melhor vídeo da Namie desde Do Me More, se não for este o melhor da carreira. A fotografia e cenários de Hero são encantadores e transpiram toda a emoção que a canção precisa, além de brincar com os quatro elementos da natureza. Parabéns, Namie, esse vídeo é uma obra de arte.

BEST ALTERNATIVE ABUM

Siraph – Quiet Squall (EP)

Bom, é óbvio que mesmo com apenas três faixas esse maxi-single ou EP da banda levaria o grande prêmio de álbum alternativo, mesmo tendo boas concorrentes que lançaram álbuns dignos, para mim essa banda merece pela ousadia de lançar um trabalho mais cru e acústico, saindo totalmente do que está em alta no j-rock, principalmente se formos pro setores que mais flertam com o pop, então Siraph leva por sua categoria e coragem. E busquem, é um single/EP que vale muito a pena.

BEST ELETRONIC DANCE MUSIC ALBUM

REOL – Σ (Sigma)

 

Bom, surpresa? Muitos esperavam o Cosmic Explorer das Perfume, e realmente é tão bom quanto, porém REOL leva o prêmio por realmente saber levar em conta o nome álbum de inéditas, acho que a Perfume pecou em juntar muito single e sem muitas faixas novas, então isso perde toda a surpresa que o disco em si tem, mesmo que no Japão isso não signifique muito. Enfim, o disco sabe flertar com vários traps, chill trap e até mesmo chill para ir fazendo um trabalho bem coeso e com uma vertendo ainda underground em alguns setores da música eletrônica, é muito interessante e fico ansioso para o próximo trabalho deles. SIGMA apresentou bem a unite, soube passar uma coesão sonora, uma imagem do que esperar deles, tornando o álbum o mais marcante de música eletrônica.

BEST COLLECTION ALBUM

E-Girls – E.G. SMILE -E-girls BEST-

 

As meninas da E-Girls não tiveram uma concorrência muito pesada esse ano, afinal tirando a Kyary Pamyu Pamyu e Koda Kumi, não ouvi nenhuma outra collection até então. O critério de desempate ou de vitória foi realmente o que o coletânea trouxe de novo e se isso influenciou ou não na carreira de alguma das citadas, no caso das E-Grils elas tiveram o seu disco mais vendido e apresentaram a sua faixa mais consistente em anos, “DANCE WITH ME NOW!“. Logo não há discussões que a melhor collection de 2016 foi realmente das meninas.

BEST ROCK ALBUM

Aimer – Daydream

Bom, o Daydream foi de suma importância para a carreira da Aimer, firmando parcerias que elevaram o seu projeto musical, entregando provavelmente o melhor disco da sua carreira e uma das pérolas da j-music nessa década de 10’s. Ouvi outros álbuns de j-rocks que realmente foram interessantes lançado por atos femininos e realmente tivemos um ano até bom com relação a isso, mas Aimer foi o grande destaque por uma produção mais ousada dentro do cenário e vocais marcantes.

BEST COVER ALBUM

JUJU – Snack JUJU ~Yoru Request~

Se tem algo que qualquer ato japonês faz ao longo da sua carreira é lançar um álbum cover, raros são aqueles que não se dedicam a algo como isso. Bom, esse ano tivemos uma safra bem escassa no setor feminino se dedicando a isso, e honestamente não vejo ninguém melhor do que a própria JUJU para levar esse prêmio, ela soube fazer um disco realmente impecável com faixas emocionantes.

BEST R&B/URBAN ALBUM

Miliyah Kato – Liberty

Mesmo sendo um álbum bastante longo, Liberty tem faixas realmente muito interessantes e por conseguir flertar eletrônico com R&B de uma maneira bastante ousada ele merece realmente toda nossa atenção. Kato trouxe um pouco de frescor para um gênero que normalmente é recheado de baladas dentro de um único disco, soando mais animador e realmente gosto de se ouvir do início ao fim, apesar da quantidade exagerada de faixas.

BEST POP ALBUM

Utada Hikaru – Fantôme

É óbvio que o melhor álbum pop seria de ninguém mais que Utada Hikaru com seu grande retorno a música japonesa através do “Fantôme“. O álbum ele tem um ar mais intimista e até mesmo experimental, buscando muito mais tocar você através dos vocais da cantora com um arranjo mais cru que vai ficando cada vez mais forte, atrelando elementos sonoros em sua produção que vão potencializar o que sua mensagem quer passar. Ele conseguiu até mesmo exceder as expectativas dos fãs após seus dois single inéditos, apesentando faixas tão profundas e até mesmo com composições inovadoras para a carreira da cantora.

BEST COLLABORATION SONG

Utada Hikaru – Nijikan Dake No Vacance (feat. Shiina Ringo)

Apesar da faixa não soar tão impactante quando essa mistura que seria Shiina Ringo com Utada Hikaru em uma faixa, ela vale pelo seu vídeo bastante experimental e com cenas aleatórias que conseguem acrescentar e implementar a mensagem da música e vídeo, também por sua composição que é suspiro em apoio as causas LGBTs de uma maneira bastante delicada. E é óbvio que mesmo não soando com o que se espera, uma participação especial com uma solista da potência da Shiina fez com que tudo soasse ainda melhor. Não houve colaboração mais marcante que essa em 2016.

BEST COVER SONG

JUJU – Natsuwo Akiramete

Bom, se você acompanhou os melhores do ano, sabe que essa música foi um dos maiores destaques. Então vou comentar mais sobre a categoria, se lançar álbum cover é algo que a maioria dos atos fazem, se tem algo que é quase que unanime é apresentar algum cover realizado por uma artista, seja como uma faixa bônus ou não, sempre se tem covers sendo lançado no Japão.

BEST JAZZ/SOUL SONG

JUJU – Natsuwo Akiramete

Faixa maravilhosa, estou cansado de soar redundante quanto a JUJU. Porém a concorrência esse ano foi bem interessante, houveram vários artistas trabalhando jazz em seus álbuns, até mesmo GARNiDELiA que é uma banda mais eletrônica e rock trouxe uma faixa que flertou com tais elementos, o que me leva a crer que será uma categoria de longa duração do Japonesque Awards. Enfim, deem o play na JUJU, essa mulher merece, que vocal.

BEST POP SONG

Utada Hikaru – Nijikan Dake No Vacance (feat. Shiina Ringo)

Definitivamente o jpop teve um ano bem interessante onde houve uma chuva de lançamentos maravilhosos e que realmente mereciam chegar até aqui, porém o peso que é o retorno da Utada, a temática da canção, e a colaboração realizada fizeram com que realmente a Utada levasse esse prêmio. É provável que eu reconsidere indicar colaborações nessa categoria depois desse ano, já que pode acabar “prejudicando” outras faixas, mas vamos deixar “Nijikan Dake No Vacance” ser a rebelde e ter seu lugar ao sol.

BEST ROCK SONG

Aimer – Insane Dream

O clipe de Insane Dream relata meio que uma caça as bruxas na época da idade média, e combina um pouco com essa vibe um tanto perturbadora da música, porém acredito que o vídeo não é tão bom quanto a faixa. A música ela é tão grande que o clipe não parece ser bom o suficiente para sustenta-la, enquanto a música gruda em sua cabeça, o clipe enrola um pouco para os fatos acontecerem, e isso realmente foi o ponto negativo do lançamento, porém ainda sim, foi a melhor música de rock lançada por um ato feminino no Japão.

BEST R&B/URBAN SONG

Miliyah Kato – Liberty

Liberty parece relatar uma história de amor onde Miliyah Kato sente falta do seu amado, a faixa tem um teor de súplica e romântico em seu início e depois vai ficando algo mais sensual e transpirante, realmente a faixa tem uma produção bastante atraente, e os vocais da cantora estão muito bem colocado, dando a interpretação perfeita para a canção. Uma das melhores faixas da j-music em 2016.

BEST ELECTRONIC DANCE MUSIC

GARNiDELiA – BAD BOY -GARNiDELiA vs HEAVYGRINDER-

Muita gente provavelmente esperava por tantos atos nessa categoria, principalmente REOL que dominou esse setor em 2016 ou alguma faixa avulsa do COSMIC EXPLORER das Perfume, porém quem surpreendeu mesmo foi GARNiDELiA entregando não só um batidão de qualidade como duas faixas dentro desse clima que realmente são incríveis, BAD BOY é um chill trap muito bem feito com a assinatura da HEAVYGRINDER que é uma DJ norte-americana que ficou popular por fazer remixes de bandas de metal e é bem conhecida nesse meio geek, o que justifica GARNiDELiA ter se arriscado atrelar com alguém, o mais importante é esse resultado incrível que ficou essa música, que provavelmente a banda não vai conseguir superar.

BEST ALTERNATIVE SONG

Siraph – Quiet Squall

O setor alternativo no Japão tem crescido cada vez mais e não dá pra negar que sons mais experimentais vem surgindo conforme o tempo passa, a internet parece estar realmente influenciando um pouco isso, fazendo com que grande programas abram suas portas para artistas mais undergrunds. E em 2016 quem chamou a atenção foi a banda Siraph que no último minuto do segundo tempo lançou um EP tão fora da curva que chamou a minha atenção, mesmo tendo apenas três faixas (muito boas por sinal), ele surpreende e mantém um belíssimo trabalho, entregando faixas como Quiet Squall, onde o foco está numa interpretação bem intimista.

BEST BALLAD SONG

aiko – Motto

Japoneses sabem produzir baladas realmente incríveis, já que essa é a maior fonte de lucro do Japão, não é a toa que Namie Amuro mesmo sendo conhecida por suas coreografias o seu maior hit é “Can You Celebrate?“, logo uma categoria onde exalte apenas baladas é mais que necessária. Bom, esse ano tivemos uma boa série de baladas ainda mais com JUJU, aiko e Utada Hikaru se lançando em um mesmo ano, logo não dá pra negar que é uma competição interessante, e as razões que fizeram com que “Motto” da aiko fosse a grande eleita foi por seu arranjo e interpretações realmente emocionantes, além de ser provavelmente uma das baladas mais comerciais de 2016.

BEST ANIME SONG

Siraph – Quiet Squall

As anime songs esse ano foram bem mornas, a ala masculina se saiu muito melhor que a feminina no que tange essa questão específica, os destaques para essa categoria ficou por conta da Aimer e chelly em Nineline, mas quem realmente surpreendeu foi Quiet Squall. Ambas as faixas são agradáveis e quem você vai escolher vai cair muito em uma zona pessoal, o fato de Quiet Squall levar a categoria foi pelo simples fato da banda soar realmente ousada em seu instrumental mais cru, sem efeitos, com a voz totalmente limpa e por sua composição que tem um teor romântico dramático, conseguindo sair da zona comum.

BEST IDOL SONG

AKB48 – High Tension

AKB48 é provavelmente a banda ame ou odeie do j-pop, enquanto uns morrem de amores por qualquer lançamento que essas meninas fazem outros não gostam delas ao ponto de não reconhecer um clipe e canção tão bons quanto “High Tension“. Bom, a faixa ela é divertida e é provavelmente a mais diferente e marcante que eu ouvi das AKB48 até hoje, e a forma como se despedem de uma integrante no clipe realmente foi bem adorável e gentil. Por mais despedidas assim nesses grupos com formaturas.

BEST KAWAII SONG

Sakura Fujiwara – Soup

Bom é um setor mais adolescente, são canções mais puras e inocentes que transpiram um ar fofo e delicado em seus vídeos e até mesmo produções. Eu realmente esperei uma grande virada da Kyary Pamyu Pamyu, mas isso infelizmente não aconteceu tendo em vista a decepção que foi “Sai & Co“, enquanto a Kana Nishino não conseguiu também lançar uma faixa inédita kawaii a altura, mesmo “You & Me” sendo bem agradável, por ser uma faixa de álbum, ela não me marcou totalmente. Eu estava quase dando esse troféu para AKB48 com “High Tension” até que Sakura surge para salvar essa onda mais meiga com “Soup“, o single é bem adorável e o clipe também. A canção não é difícil de engolir, os vocais são bem trabalhados, e por ser mais acústica lembra artistas do jpop que hoje em dia não estão na ativa enquanto solistas como a YUI.

BEST NEW ARTIST

Siraph

Siraph surgiu em meados de 2016 com um EP com o nome da banda, mas foi com o “quiet squall” que a banda alcançou um público mais notório, já que entraram para o anime (chinês-japonês) Bloodivores. Óbvio que repensei se a banda merecia ou não esse título por ser tão pequena e ter tido tão poucos lançamentos e impacto internacional infinitamente menor que REOL, mas por eles serem tão fora da curva, causam um impacto muito maior no cenário.

ARTIST OF THE YEAR

Utada Hikaru

Contra fatos não há argumentos por mais que Namie Amuro e Kana Nishino tenham dado o melhor de si em um ano onde ambas apresentarem uma grande crescente em popularidade e inovação em seus lançamentos, ficaram atrás do monstro que é Utada Hikaru. O impacto do retorno dessa mulher para a cultura japonesa é tão grande que quando “Manatsu no Tooriame” entrou como tema do encerramento do programa de televisão, a audiência teve uma crescente considerável só por ser uma faixa da cantora, além de tantos outros feitos que ela teve esse ano, tendo duas das músicas mais tocadas nas rádios do Japão, “Hanataba Wo Kimi Ni” e “Michi“. Aclamada pela crítica e público, Utada foi abraçada mundialmente com o lançamento do “Fantôme“, sendo o primeiro disco de uma solista em seis ano a conseguir passar da faixa das 600 mil cópias, além do seu conteúdo ousado e refinado. Em resumo, Utada marcou 2016 não só para os atos femininos, mas arrisco a dizer que foi a artista do ano em até mesmo se comparada aos atos masculinos.

GROUP OF THE YEAR

E-Girls

Acho que é indiscutível que E-Girls foi a banda que mais marcou 2016, as meninas conseguiram emplacar tanto em um ano, tanto quanto sua banda central quando as sub-unidades delas, todas conseguiram brilhar de maneira exemplar. Logo, não consigo imaginar outra banda que tenha se dedicado mais a trabalhar o seu nome e popularidade dentro do mercado nipônico como as meninas do E-Girls.

ALBUM OF THE YEAR

Utada Hikaru – Fantôme

É óbvio que não é surpresa pra ninguém que o álbum do ano seria Fantôme. Eleito na lista dos melhores álbuns de 2016, ele vencer essa categoria seria algo mais que esperado. Fantôme trás Utada mais madura, relatando de maneira poética como foi vivenciar os últimos anos em que esteve afastada da mídia, encarar o suicídio de sua mãe, viver a maternidade e um casamento foram coisas que realmente estão em casa verso de suas canções, além de desabafar histórias antigas suas. O álbum soa como um desabafo não só dos seus últimos acontecimentos, mas de eventos vividos ou assistidos por Utada onde ela nunca antes pôs para fora.

SONG OF THE YEAR

Siraph – Quiet Squall

E assim como a categoria acima, essa também já era de se esperar já que figurou o topo da lista das melhores músicas de 2016. A canção tem um teor dramático que está em cada verso que é cantado de maneira bastante intensa pela vocalista do grupo, e como foi dito as metáforas aqui não só existem para mostrar uma boa habilidade enquanto compositores, mas conversam entre si o que torna a faixa mais bonita e que realmente te faz refletir como é perder alguém que se ama. Torcendo para que mais canções como “Quiet Squall” sejam lançadas por Siraph.

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