10. AIKO – REITOUBIN

Que introdução maravilhosa, por favor, mais músicas com um arranjo desses. Bom, essa canção em particular da aiko me chamou bastante atenção pelo fato dela explorar muito mais o jazz do que as demais, você percebe na forma que ela toca alguns acordes do piano, principalmente quando ela nos oferece o solo, o que faz com que ela se diferencie das demais do disco e dispare automaticamente para o Top10 do blog.

09. UTADA HIKARU – TOMODACHI

Tomodachi transpira uma delicadeza incrível. Ela não tem ambição em chegar com tudo, ou em apresentar um arranjo bem estruturado de cara, soa quase como um acústico onde Utada explora muito mais a forma do cantar em que as notas deslizam pelos ouvidos de maneira muito sutil e prazerosa. Quando os instrumentos de sopro surgem na ponte para o refrão a canção ganha vida, um ar mais colorido, mesmo sendo uma faixa um tanto triste em sua composição. Achei a letra descompromissada e encantadora, fala sobre amar uma amiga e tem uma estrutura bem doce, o que me fez encantar pela faixa.

08. JUJU – NATSUWO AKIRAMETE

JAPONESQUE AWARDS

BEST JAZZ/SOUL SONG

BEST COVER SONG

Bom, é claro que não poderia faltar a JUJU na parte mais seleta das melhores canções do ano, e de fato a canção que mais me chamou atenção de todos os seus projetos foi Natsuwo Akiramete que seu arranjo jazz flertando com um bolero que dá um clima quente, vibrante e apaixonado. Eu particularmente adorei os violinos surgem na música bem sutil que parece casar perfeitamente com tudo que vai acontecendo e como eles ganham destaque de maneira natural, tudo flui sem pressa na música, ela é deslumbrante.

07. SIRAPH – LEAP

Eu realmente estou curioso pra ouvir um álbum dessa banda, pelo que soube eles lançaram apenas um mini-album independente e um maxi-single com três faixas, e nossa, como eles são bons e diferentes do que você ouve no cenário de pop/rock. Percebam o quão cru esse som é, o quão limpo a voz da cantora soa, você consegue perceber que pouco se é editado as coisas, é tudo muito palpável, como se você estivesse ouvindo um ensaio em um estúdio. Leap é uma faixa agradável demais, soa como um amanhecer, sem pressa, trazendo toda uma luminosidade que vai enfeitando o céu aos poucos, é realmente gostosa de ouvir, você não percebe que a música já terminou ela simplesmente flui.

06. MILIYAH KATO – LIBERTY

JAPONESQUE AWARDS

BEST R&B/URBAN SONG

Eu lembro que quando comecei o blog muita gente pediu ou me indicou o álbum da Miliyah Kato que é de fato muito agradável e que realmente ficou bom, só faltou mais baladas marcantes ao meu ver. Bom, mas Liberty é uma mid-tempo que vai flertar com o chill trap e o urban criando uma canção perfeita, eu ouvi o disco inteiro várias vezes e nenhuma canção chegou aos pés do que a Kato ofereceu logo de primeira, os vocais, o arranjo, as batidas, tudo aqui é redondo e ideal.

05. GARNIDELIA vs HEAVYGRINDER – BAD BOY

JAPONESQUE AWARDS

BEST ELETRONIC DANCE MUSIC

E surpreendendo a todos a melhor faixa eletrônica vai para GARNiDELiA, se alguém me falasse que eles iriam se superar lançando um álbum melhor que o antecessor com faixas incríveis e que fariam seus singles soarem como fillers, eu confesso que não acreditaria. Mas eu só ouvi o disco uma vez e três faixas aleatórias entraram no Top20, e um single no Top85, o que prova que realmente tem como superar tudo na vida. Bom, o que eu gosto de Bad Boy é que ela é totalmente inesperada, não é como EXXXTASY que te dá um tapa logo de cara mergulhando em um clima sombrio, Bad Boy soa como algo melancólico com os vocais marcantes da cantora e conforme a faixa cresce ela vai ficando explosiva e vem um trap que sinceramente é o melhor até mesmo do asian music esse ano, os vocais estão incríveis, e o break que dá na última ponte pra o refrão final é ótimo, a canção parece que vai mudar e te prepara para outro trap. Gostei da faixa finalizando com um agudo e não com uma série da batidas, ficou mais redonda, o que fez ela realmente ficar perfeita, pena que não teve um clipe.

04. AIKO – MOTTO

JAPONESQUE AWARDS

BEST BALLAD SONG

Sim, a melhor balada é da aiko. Uma balada precisa de três coisas: Emoção, arranjo e o mais importante de tudo transmitir verdade. Motto preenche todos os requisitos, o próprio arranjo passa uma sensação de agustia, de arrependimento e o “Motto” parece uma súplica que te remete a alguém pedindo que a pessoa amada fique mais tempo com ela. A canção tem uma composição bem delicada e com metáforas bonitas comparando a nossa busca desenfreada em ter alguém para si como arrancar uma flor e o que isso gera, há um ferida naquela flor que foi arrancada, assim como nós ferimos muitas vezes quem amamos com ciúmes e posse. Motto além de ter tudo isso tem um fato essencial para estar aqui, ela é radiofônica, mesmo tendo toda uma maturidade em sua composição e arranjo, você consegue ver muito bem momentos que o público vai cantar facilmente a canção, ela sabe firmar sua melodia muito bem.

03. AIMER – INSANE DREAM

JAPONESQUE AWARDS

BEST ROCK SONG

Aimer repaginou o seu som da maneira mais inteligente possível, pegou o rock progressivo mainstream que tanto fez sucesso em todo o mundo nos anos 2000 (Linkin Park, Evanescence, etc) e jogou isso com uma produção atual, o resultado é esse, Insane Dream. A canção sabe exatamente o que fazer para ser marcante sem muito esforço, ela abre já com os vocais da cantora firmando em seu pensamento a canção vai crescendo até o refrão cativar você completamente e nada aqui derrapa, é uma canção perfeita. o clipe tem um clima de caça as bruxas, e isso combina perfeitamente com a música, ela fala sobre você questionar o mundo que você vive, desafiar tudo que está aí, ir em busca de um sonho insano e as consequências desse desejo.

02. UTADA HIKARU – NIJIKAN DAKE NO VACANCE feat. S

HIINA RINGO

JAPONESQUE AWARDS

BEST POP SONG

BEST COLLABORATION

ARTIST OF THE YEAR

Bom, de todas as canções que existem no Fantôme eu poderia eleger Michi como a melhor pelo teor pessoal que ela imprime tanto por relatar como foi tudo para Utada e como ela encara isso até hoje, é uma faixa que define o Fantôme, pois ela mescla a dor com a superação, e essa é a mensagem que eu levei do álbum. Porém, não achei que foi a música que marcou o disco, e não estou dando o crédito a Shiina Ringo, porque eu realmente esperava mais desse dueto, eu esperava que o elemento de ambas as cantoras fossem aproveitados em uma canção única e fora da curva, e mesmo Nijikan Dake No Vacance tendo um início singular e que o arranjo vai crescendo e todos os elementos vão dando vida e força pra canção lentamente, ele não é nem metade do que essas duas podem fazer em um encontro. Se a Utada lançou Michi que é um uptempo batidão, poderia fazer algo mais chocante, porém aí é que vem a razão para essa produção ter toda uma delicadeza que se faz mais que necessária: A música fala sobre duas amantes que imersas ao compromisso de suas famílias, da rotina cansativa do dia a dia e como aquele momento de fazer e viver o amor é tão escaço em um mundo tudo te engole rapidamente, e é claro que há um belo salve a comunidade LGBT. Lembrando o quão importante essa faixa é para um ano onde tivemos o maior massacre da história contra a população LGBT nos EUA e uma faixa dessa existir no j-pop é um suspiro, e a forma como o clipe foi dirigido, como os vocais foram colocados e como tudo foi desenvolvido beira a uma perfeição em uma homenagem a todos que sofrem com um amor “escondido”. Obrigado, Utada e bem vinda ao mercado outra vez, você fez e sempre fará falta.

01. SIRAPH – QUIET SQUALL

JAPONESQUE AWARDS

SONG OF THE YEAR

BEST ANIME SONG

BEST ALTERNATIVE SONG

BEST NEW ARTIST

Esse ano foi um fiasco para as canções de animes, todas pareciam estarem sendo recicladas de bsides ainda não mostradas ao público, sem uma preocupação de soar marcante, tudo parecia mais do mesmo. Mas nesse mar finalmente alguém estava se preocupando em FAZER uma música e não uma canção para soar comercial, e eles são Siraph. Quiet Squall tem uma composição que te faz bater a cabeça na parede algumas vezes devido as metáforas que percorrem ela por inteiro, ela não simplesmente usa metáforas aleatórias, mas fazem com que elas conversem entre si ao longo da música o que te faz refletir sobre o que você está ouvindo. Basicamente a música fala sobre a vida de alguém que é a mesma sem a pessoa amada, mas se ler nas entrelinhas o que ela quer dizer é que tudo é monótono, que tudo é igual, morno e sem vida a ponto dela estar tão isolada do mundo que não percebe as estações do ano passarem. Existem outros pontos marcante da letra, principalmente o fato dela usar muito a chuva na composição e você conseguir sentir esse elemento na produção da faixa, o que faz com que tudo soe de maneira muito harmônica. E o que falar sobre a interpretação da cantora? É tão peculiar que você sente cada palavra que ela diz, e entende também já que é uma canção totalmente em inglês. Em resumo, essa foi a canção que mais elevou a j-music em 2016, e obrigado por surgir nesse ano Siraph.

Anúncios

3 comentários em “JAPONESQUE JUKEBOX: Melhores Músicas de 2016 | FINAL

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s