Mais um ano se passou e está na hora de eleger as músicas que mais marcaram (para mim) o mercado fonográfico nipônico de 2016 de artistas femininas. Lembrando que o que vai pesar aqui não é só um fato, é o clipe, é a produção, composição, comercialidade da música, diversos fatores irão pesar para que uma canção entre ou fique melhor colocada que outra, é capaz de uma faixa avulsa de algum disco ganhe mais notoriedade do que aquele single que vendeu mais de um milhão de cópias, logo, vamos para a lista. Pensei em fazer a imagem destacada com capas de singles, mas caçar 100 capas daria muito trabalho.

85. ITANO TOMOMI – HIDE & SEEK

Abrindo o top, temos Tomomi que lançou possivelmente o seu single solo mais fraco, “HIDE & SEEK“, apesar do clipe ser realmente interessante e te prender até o fim, o refrão da música parece não descer redondo como toda a faixa que começa bem promissora. Dentro do “Get Ready!“, segundo álbum de estúdio da cantora, caiu bem e não prejudicou o andamento do mesmo, porém solta, ela não tem um grande efeito, ainda mais sem um clipe que o segure, logo, isso faz com que a canção fique na berlinda de 2016.

84. KANA NISHINO – ANATA NO SUKI NA TOKORO

Kana teve um ano bem morno se compararmos ao que ela já lançou lá em 2010-2012, porém “Anata no Suki na Tokoro” é agradável e dá para ouvir bem tranquilo, ainda mais com o clipe que trás Kana bem inocente e pura como sempre, fazendo as caras bem moe kawaii de sempre. A faixa não é um grande exito, mas pelo fato de ter sido eleita a canção do ano por diversas premiações japonesas, sua aceitação e desempenho, a canção consegue aí figurar o Top85 do blog. Eu realmente gosto da faixa, mas só acho ela inofensiva.

83. BABYMETAL – THE ONE

THE ONE é uma faixa agradável, mas ela combina mesmo como encerramento de um disco ou show, ela é gostosa de ouvir, mas sabe aquela música que a banda causa mais impacto que a mesma? É o que eu acho de THE ONE, o que eu mais gosto nessa faixa talvez para entrar no Top85 é o fato de não ter aquele clima kawaii idol de sempre e soar realmente como uma música de metal e mostrar que as meninas podem lançar uma canção desse porte. Mais disso no futuro, BABYMETAL, thanks.

82. AKB48 – HIGH TENSION

AKB48 lança o seu melhor single em anos e com direito a um clipe que exalta a saída de uma integrante com estilo, dando todos os holofotes para ela em sua graduação, além de encabeçar uma faixa marcante e memorável. High Tension tem é totalmente agradável e a partir dela podemos dizer que o Top100 começou de fato e vamos ouvir canções que realmente marcaram o J-pop esse ano. O clipe é bom, a música é bem produzida e chiclete no ponto certo e os vocais conseguem soar mais limpos que nunca, que AKB48 continue nesse ritmo.

81. MILLY MILLY – KALEIDOSCOPE

Milly Milly tem apenas doze ou treze anos de idade e depois de apresentar um projeto independente a avex achou essa guria prodígio e esse ano eles lançaram uns 4 singles digitais, provavelmente vão aguardar ela fazer 15 anos para poder colocar ela em diversos canais televisivos e clipes com algum investimento. Mas enquanto isso não rola, ficamos com pérolas como Kaleidoscope que é um house delicioso, um dos melhores da nação nipônica.

80. PERFUME – MIRACLE WORKER

Miracle Worker é uma faixa bem agradável, e é uma das faixas inéditas do COSMIC EXPLORER que eu particularmente mais gostei, mesmo não sendo a melhor. O single trás provavelmente Nakata dando seu melhor com as meninas, já que ele tem deixado a desejar bastante com a Kyary Pamyu Pamyu, inclusive, essa canção lembra bastante coisas que ele produziu lá no PAMYU PAMYU REVOLUTION. Anyway, a faixa é boa e vale uma ouvida para curtir a virada do ano.

79. NAMIE AMURO – DEAR DIARY

2016 não foi um ano muito bom para a Namie, voltar para avex definitivamente não foi algo que trouxe bons frutos para ela, mesmo que no quesito de popularidade ela tenha crescido bastante com o sucesso de Hero. Dear Diary foi a melhor balada que a Namie pode nos entregar esse ano, já que Hero realmente só teve o vídeo de marcante, mas fora isso, a canção é derivativa, não que Dear Diary surpreenda, a canção é bonita e tem os melhores vocais da Namie desde All For You (em estúdio), logo isso joga a canção para o nosso Top85.

78. KANA NISHINO – DEAR BRIDE

Dear Bride foi o primeiro single em que Kana começa sua nova era que está por vir aí em 2017. A canção foi em homenagem a uma amiga próxima que está se casando e tem uma composição bem leve e doce, típica da cantora, os vocais sempre bem explorados e com um arranjo bonito, a canção funciona após algumas ouvidas. O clipe deixa um pouco a desejar, pois demora muito para ganhar cores, esperar cinco minutos realmente não ajuda, e talvez um corte na canção poderia deixar ela menos inofensiva. Em resumo, Dear Bride é boa, mas não chega aos pés de Always e Suki, que fazem o mesmo estilo de balada de maneira memorável e esplendida.

77. AYUMI HAMASAKI – WE ARE THE QUEENS

Se teve alguém das veteranas que conseguiu se superar esse foi Ayumi Hamasaki, lançando provavelmente seu melhor álbum da década, além de um single promocional e digital, WE ARE THE QUEEN. Bom, a faixa ela consegue mesclar todos os elementos que caracterizam a própria cantora como também passar um ar épico e feudal, tudo foi altamente bem produzido, talvez se a canção realmente tivesse ganhado um vídeo clipe, ela teria tido um impacto maior e subiria fácil na lista, mas figurar as melhores músicas do ano com tão pouca visibilidade, é uma vitória par Ayu-chan. Slay queen!

76. HAPPINESS – ORDINARY GIRLS

Ordinary Girls das Happiness é um exemplo que uma produção mais bem trabalhada faria essa música saltar no mínimo umas 50 colocações se os versos iniciais não começassem com riffis tão difíceis de digerir. Entretando o refrão e o trap salvam a música fazendo ela ser tão pegajosa que já na primeira ouvida, você se entrega e simplesmente vai no ritmo da canção. O clipe é bem colorido e realmente diverte bastante o expectador.

75. E-GIRLS – PINK CHAMPAGNE

Se teve uma banda que mostrou seu valo em 2016 com certeza foi E-GIRLS, Pink Champagne é apenas a primeira aparição das meninas (E-Girls, porque suas integrantes já rodaram ali em cima Hahaha), e já coloca elas em uma boa colocação. A faixa é gostosa de ouvir, tem um clipe mais sensual e ousado, sem deixar aquele teor colorido característico. É ótima para tomar uns bons drink aí nessa virada de ano.

74. MILIYAH KATO – MIRROR MIRROR

Por incrível que pareça as faixas inéditas do álbum da Kato me surpreenderam muito mais que os singles escolhidos para promover ele, MIRROR MIRROR é uma delas que sabe mesclar bem o eletrônico com o urban, com um vocal bem sensual, tudo flui de uma maneira tão harmônico que você já tá cantando o refrão junto com ela. Se pudesse eleger um defeito é começar com o refrão, assim não soaria tão repetitivo ao final, mas ainda sim, é uma canção incrível.

73. KANA NISHINO – YOU & ME

You & Me é provavelmente a melhor ou uma das melhores músicas da aventura da Kana Nishino em mesclar folk/country com j-pop, a canção é pegajosa e se tivesse sido melhor aproveitada pela cantora em um clipe bem colorido e animado como Moshimo, ela poderia estar figurando algumas colocações acima, mas para o que lhe foi proposto como promo single, ela conseguiu bastante exito esse ano.

72. JUJU – I LIKE IT

E finalmente JUJU figura o nosso Top pela primeira vez com o cover de Debarge, a canção I Like It tem um teor sensual, romântico e esse jazz mesclado ao R&B característico da cantora, é uma delícia. Adoro esses trompetes que abrem bem a música e surgem ao longo da canção, e o falsete que ela dá na canção é maravilhoso, e ainda tem muito mais da Juju para nós ao longo do top.

71. BENI – SUMMER NIGHT FEVER

Summer Night Fever tem um ar bem anos oitenta, é uma canção divertida, descontraída, as palmas envolvem você, preparando para o refrão explosivo e o fato da guitarra meio que guiar a música como um todo. A canção combina bastante com o clima de final de show, para terminar em grande estilo e bem happy, é uma das melhores canções da BENI em algumas anos.

70. AYUMI HAMASAKI – YOU ARE THE ONLY ONE

Uma das faixas mais marcantes do álbum da Ayumi foi sem dúvidas You Are The Only One, seja por sua letra tocante, instrumental que flerta com o pop e elementos tradicionais japoneses ou pelo coral que surge ao final da música. Tudo soa épico nessa belezura, uma pena a avex investir tão pouco na Ayumi com esse projeto que sem dúvidas é o melhor dela em anos, seria muito bom ver o clipe de algumas faixas do Made In Japan.

69.  AIKO – TAISETSU NA IMA

É claro que não poderia faltar aiko, Taisetsu no Ima é provavelmente a melhor midtempo das baladas apresentadas no May Dream, ela tem aquele clima leve que está em todo o disco, a ponte para o refrão vai te guiando sem pressa para um refrão revigorante e animador, a canção é como uma festa no final da tarde. É uma faixa bem leve, não é a melhor dela, mas já marca presença no Top.

68. MILLY MILLY – I MISS YOU

Milly Milly está de volta, nada mais esperado, a garota lançou mais de quatro singles digitais em um ano. I miss you foi sua única balada, tem um ar acústico e funcionou bem nos vocais da cantora, o refrão ficou bem meigo e leve. O defeito é não ter uma versão completa da mesma, o que não dá pra dizer se ela é crescente ou fica nesse clima apresentado nesse meio tempo, então, ela figura a 68º colocação.

67. ITANO TOMOMI – OMG

Tomomi lançou uma de suas melhores faixas desde “COME PARTY!“, e pelo visto lançar a canção estilizada é sinal de que vem algo bom. OMG conseguiu cair bem nos vocais da cantora, o refrão consegue pegar bem o ouvinte, além de ter um trap bem gostoso com direito aos sussurros provocativos em “OMG” da cantora. O clipe é uma versão nipônica de Side To Side da Ariana Grande, vale conferir, não é o melhor dela, mas faz o requisito.

66. JUJU & SUZUKI KIYOMI – LONELY CHAPLIN

Essa música parece sair direto do túnel do tempo do Japão, sério, não sei se é pelo clima Jazz atrelado aos vocais graves e nostálgicos de ambos que parece que estamos sendo guiados para uma época onde nosso avós flertavam na pista de dança. Sinceramente, que canção deliciosa, uma das poucas faixas de cinco minutos que dá gosto mesmo de ouvir, o dueto ficou perfeito, os vocais dos dois casaram perfeitamente, e o arranjo ficou fenomenal.

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