Milly Milly é provavelmente uma pré-dolescente japonesa que é viciada em faixas eletrônicas, europop, trance e por aí vai. Desde 2012 essa garota existe e diferente de grande parte das jpopeiras ela quis evoluir o seu som e fazê-lo ficar o mais atual possível, entenda porquê provavelmente ela deve ser uma das solistas mais genuínas do mercado japonês desde Koda Kumi.

vpWLgKQ.jpg

Love myself é uma das faixas mais impactantes do jpop desse ano (atrás talvez apenas dos lançamentos da Utada), sua produção com certeza foi feita por algum DJ internacional, e não soa como demo de nenhum artista internacional, e mesmo se for, é daquelas demos que dão mais gosto de ouvir do que muita faixa título. Bom, o inglês da menina é bom, provavelmente Milly deve ser alguma mestiça, em termos vocais a faixa deixa a deseja um pouco, principalmente nos agudos onde a voz da cantora parece não acertar tão bem as notas, nem houve uma preocupação da edição para deixar isso mais natural. Entretanto seus deslizes não tiram nem metade do brilho e potencial que essa faixa tem. Kaleidoscope tem uma produção mais house e ela realmente funciona, mesmo que você tenha de esperar alguns versos. Mais uma vez o erro está mais em um trabalho vocal com a cantora, um pente mais fino na edição da voz dela, e também na falta de backin vocals o que para esse estilo de música se torna essencial para dar mais impacto seu desempenho. Porém a faixa tem uma produção realmente interessante que te faz viciar na música até o final.

lovemyselfmilly.png

Download Single

1. Love myself 85/100
2. Kaleidoscope 70/100

Bom, o vídeo trás toda a razão por Milly Milly ser uma cantora que possivelmente ninguém fora do Japão se quer tenha ouvido falar (ou até dentro do Japão mesmo). Falta uma produção NELA, sim, na artista, ela soa ainda como uma menina que apenas faz música para internet, seja cover ou faixa autoral. Ela não construiu uma imagem forte, ela não tem algo que te faça lembrar que ela existe em meio a um mar de artistas e lançamentos, afinal qual a lógica de estar totalmente gótica e rainha das trevas em um vídeo com camisa de banda de rock se sua música é um batidão onde você faz uns passinhos pra lá e pra cá? Faltou criar uma imagem, algo que te faça saber quem é Milly Milly, faixas em potencial ela tem, uma voz aceitável, tudo dentro do que e espera de uma artista, mas falta imagem, e isso é algo que sua equipe já deveria ter pensando, me admira uma gravadora tão grande como avex lançar algo tão simplório. A única coisa certa no vídeo foi sua edição que teve que dar o seu melhor para que você não tivesse a sensação de que ela estava no mesmo lugar, apesar da fotografia (ambiente escolhido pra gravar) ser bem agradável. De fato, é uma pena um lançamento tão bom ter um vídeo tão abaixo do que se espera, infelizmente não dá nem pra chamar isso de baixo orçamento.

EXTRA

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s